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Couro Vegano

Guia completo couro vegano
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Conceito.

O couro convencional, de origem animal, é um dos materiais onipresentes na indústria da moda – porém carrega o peso de questões éticas e ambientais.
Além dos veganos não consumirem alimentos de origem animal, eles também não usam nada proveniente de animal, como roupas e acessórios de couro, pele, lã, seda e cosméticos testados em bichos. Atenção: a pessoa vegana pode usar produtos sintéticos.

O conceito do veganismo tem ganhado espaço no mundo da moda. O Grupo Armani anunciou que não fará mais uso de pele animal em nenhuma de suas marcas.
A estilista Stella McCartney, que é vegetariana, não usa couro e nem pele animal em suas criações.
Ter um armário vegano, porém, não é uma tarefa tão simples, de acordo com a apresentadora Luisa Mell, que é uma das grandes defensoras do veganismo. Não dá pra você trocar tudo que tem da noite para o dia”, contou à Marie Claire.
“A primeira vez que comprei um produto vegano foi em 2005. Fui para Nova York e adquiri sapatos da Stella McCartney. Foi um marco.
A partir de então comecei a ir trocando, procurando alternativas e hoje meu armário é quase todo vegano.”
Sirlene Faria, jornalista e vegana há cinco anos, contou que mudou seus hábitos gradualmente e acredita que essa é a melhor forma de aderir à moda vegana.
Para ela, o mais difícil foi o substituir o couro. “Você acaba comprando porque as pessoas vendem que uma peça de couro é mais durável ou que tem a qualidade melhor.”
Luisa tem a mesma opinião. “É tão arraigado. Você entra numa loja e pergunta se é de couro.
A pessoa fala com satisfação: ‘sim, couro legítimo!’”.
O couro pode ser substituído pelo sintético, que é até mais barato. Segundo a jornalista, há mais opções. “Há alternativas de couro feito com abacaxi, por exemplo.
Já vi uma camurça que foi feita a partir de bactérias do chá.
Pesquisas estão acontecendo para tornar o veganismo mais possível ainda.”
Só fique atenta ao couro ecológico, pois Luisa explicou que ele pode vir de origem animal.
A lã também pode ser trocada pela sintética. “É bem fácil de encontrar e esquenta da mesma forma”, garante a jornalista.
É possível encontrar marcas com pegada fashion que são veganas.
Entre as preferidas de Luisa está a da filha do cantor Paul McCartney (Stella McCartney), que é mais cara por ser uma grife de luxo. “É uma pessoa que vem descobrindo novos materiais, vem testando.
Eu compro algo de todas as coleções dela, então percebo como ela está evoluindo.
Mas não é somente em lojas veganas que se pode comprar.
Lojas que não se definem como veganas também vendem itens que não são de origem animal, como a its.
A jornalista também costuma comprar calçados de plástico na Melissa, por exemplo. "Nem sempre vem explícito que um produto é vegano.
Acaba que algumas coisas são veganas sem ter a intenção de serem.”
Nós aqui na its nos enquadramos neste mundo, pois, apesar de termos produtos em couro, também temos produtos confeccionados com Materials de origem não animal, como exemplo Caçados de plástico Sweet Chic, bolsas da Petite Jolie, bolsas Via Uno, Várias bolsas da coleção praia e muito mais...
É importante sempre olhar a etiqueta para saber a matéria-prima da peça. “Algumas têm nomes muito técnicos e você terá que perguntar para a empresa ou na loja. Mas a maior parte é muito fácil de olhar a etiqueta, ter essa consciência. “O vegano abrange muito mais coisa do que só respeito ao animal". Ele é ao extremo. É o respeito a todas as formas de vida.
Se o produto também tem trabalho escravo, por exemplo, você compra e está contribuindo. Então é preciso se informar com as marcas, se informar do que você está comprando”, ressaltou Luisa.
Nós da its temos o cuidado de comprar de fornecedores cuja origem é conhecida e podemos rastrear como é fabricado o produto.

Veja uma seleção de produtos:

Chinelo poá ouro Sweet ChicCaixa organizadora2  Chapéu Palha3  Bolsa degradê4
Sacola lona personagem Mikey5  Bolsa Tote fibras6  7  Mochila Lona8
  1. Chinelo Sweet chic R$54,90
  2. Caixa Organizadora R$59,90
  3. Chapéu Palha R$59,90
  4. Bolsa degradê R$49,90
  5. Sacola lona Personagem R$44,90
  6. Bolsa tote fibras R$159,90
  7. Bolsa Tote Via Uno R$139,90
  8. Mochila Lona R$89,90

Vamos definir alguns materiais para você.

Couro Sintético.

O nome couro sintético foi dado como alternativa para definir um produto de moda fabricado em material que pareça couro porém sua origem não é animal.

P.U. = Poliuretano.
Para que você entenda melhor qual é o aspecto do P.U é só passar a mão no seu tênis Nike, Puma, ou de qualquer outra marca.. Sabe aquela parte que parece couro? Pois então.. Não é!

Hoje em dia a maior parte dos calçados e bolsas é fabricado com poliuretano. É um ótimo material, se feito com boa qualidade.

As vantagens do PU são: Flexibilidade maior que o couro, não há necessidade de hidratar como couro, custa muito mais barato e a coloração é muito mais vasta.

Não vamos julgar as pessoas, pois a maioria não tem o conhecimento técnico que estamos apresentando aqui.
Veja bem, se você entrar em uma loja de tênis, por exemplo, a grande probabilidade da vendedora ou vendedor falar, quando perguntado, que o produto é feito de couro é grande.
Caso tenha dúvida, olhe a etiqueta do produto que provavelmente terá a informação.
O fato é que talvez, para valorizar o produto devido o preço, o vendedor acaba dizendo que é couro, pois se falasse que é sintético você iria reclamar.

Tudo bem que dependendo da tecnologia o tênis é mais caro mesmo, mas aposto que 98% das pessoas que compram um tênis de marca, pagam caro porque acham que o material é couro. Teoricamente mais resistente que os "materiais sintéticos.

Realmente, vamos convir, o termo, “SINTÉTICO”, é um termos não tão agradável de se ouvir em se tratando de uma produto que você está comprando e amando..

A maioria das pessoas (80% eu diria), acham que tudo que não é couro é uma droga (pra não dizer outra coisa..).
Se você ver uma bolsa de R$129,90 e perguntar se é couro e você escutar que não, provavelmente vai achar que é um absurdo de cara .
Aí na primeira loja que ela entrar, e a vendedora disser que a bolsa de R$79,90 é de couro, você compra e ainda sai feliz da vida!


Como o couro sintético evoluiu muito ao longo dos últimos anos, ele praticamente perdeu aquela característica de material de plástico, como era no passado.
Quando se fala em sintético ainda existem consumidores que tem ideia de que é um material de plástico e pouco resistente. 
Felizmente o avanço da tecnologia proporcionou o desenvolvimento de materiais alternativos equivalentes ao couro natural bovino, possuindo em alguns deles, vantagens em relação ao couro. Não tem mais essa de que couro sintético é necessariamente sinônimo de porcaria.

Dentre os materiais alternativos, o couro sintético pode ser feito de:

  • O polietileno tereftalato, conhecido pela sigla PET, é uma resina de polímero termoplástico da família do poliéster e é usado em fibras artificiais. Como é um produto que pode ser reciclado mais de uma vez é, sem dúvida, uma opção mais ecológica do que o couro. O poliéster é usado em vários produtos como roupa de cama, almofadas, tapetes, entre outros.
  • Poliuretano, com a sigla PU, tem sido amplamente usado em bolsas, jaquetas, sapatos, tênis etc por seu custo ser baixo. Oferece melhor aparência nas texturas (mais semelhante ao couro natural) e excelente qualidade. São muito resistentes ao ressecamento mantendo-se macio e agradável por muito tempo. São mais fáceis de serem tingidas. O descarte no ambiente pode ser prejudicial à natureza. Portanto, ao descartar sua bolsa de PU ou PER, procurar coloca-la no lixo reciclável.
  • Látex, um tipo de couro vegetal obtido através do látex da Amazônia. Ele começou a ser produzido a partir de projetos sociais de sustentabilidade. Começaram então a produzir pastas, bolsas e sapatos a partir desse material que se parece com o couro e possui ótima qualidade.
  • Polyvinyl chloride, com a sigla PVC. O PVC é obtido através de uma combinação de etileno e cloro. É um produto classificado como versátil devido à possibilidade de se acrescentar determinados aditivos (plastificantes, estabilizantes, lubrificantes, pigmentos, espumantes etc.) que são incorporados antes da transformação no produto final. A escolha de aditivos atóxicos permite a fabricação de brinquedos. É amplamente usado na industria de calçados e bolsas.
  • Náilon (ou nylon) é um nome genérico para a família das poliamidas, sintetizado pelo químico chamado Wallace Hume Carothers em 1935. Foi a primeira fibra têxtil sintética produzida. Dos fios desse polímero fabricam-se o velcro e os tecidos usados em Bolsas, sacolas, meias femininas, roupas íntimas, maiôs, biquínis, bermudas, etc.
Blog its live
Couro Vegetal.

Existe um couro que é extraído da Kombucha.
Uma bebida obtida tradicionalmente a partir da fermentação do chá preto ou verde (Camellia Sinensis) por meio da adição de uma cultura simbiótica de bactérias e levedura conhecida por SCOBY.
A bactéria adquire nutrientes dessa levedura favorecendo o crescimento de uma massa de nanofibras de celulose, uma espécie de película* protetora.
Essa película, também chamada de ‘colônia-mãe’, flutua na superfície do líquido e vai adquirindo a forma do vasilhame que a contém.
Depois de algumas semanas, quando atinge uma grossura de cerca de 10 milímetros, a película formada pode ser colhida, lavada (à mão ou à máquina), hidratada com óleos e colocada para secar.
O resultado é um material flexível com aspecto de couro que pode ser cortado, costurado, colado ou trançado. Essa ‘pele’ pode ser tingida com facilidade enquanto está úmida e adquire qualquer formato que lhe seja imposto enquanto seca.
Formas complexas podem ser obtidas cortando as folhas em tiras e sobrepondo-as no formato desejado.
Enquanto secam, as tiras se fundem formando uma peça só, contínua.

Da mesma forma que o couro derivado de animais, os itens produzidos por com o couro da kombucha, como sapatos e bolsas, necessitam de reforço e finalização para aumentar sua durabilidade.
Os estilos de calçados variam de chinelos casuais a sapatos mais conceituais com solas e saltos de madeira feitos à mão.

Além disso, é desenvolvido produtos têxteis ecológicos na moda, com o lançamento de materiais biodegradáveis inovadores, como a fibra da casca de abacaxi (Piñatex™), fibras de fungi ou mesmo a criação de tintas para tecidos produzidas a partir de algas, ações que colecionam muitos ‘likes’ e compartilhamentos nas redes sociais.
Quem gostar da idéia e quiser produzir este couro, baixe aqui as instruções para produzir (Em Inglês)

Produtos com couro vegetal Couro vegetal Chá de Kombucha
Autores: Alice Payne e Dean Brough, professores da Faculdade de Design/Moda na Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT), e Peter Musk, cientista no projeto The Edge da Biblioteca Pública Estadual de Queensland (Austrália).


Couro ecológico.

O termo "couro ecológico" é usado muitas vezes erroneamente. 
A diferença entre o couro ecológico e o couro, está no processo de curtimento.

Em vez de se usar metais pesados, em especial o cromo, para o couro ecológico são utilizadas substâncias alternativas, como os taninos vegetais. 
Portanto, o couro ecológico é um couro animal cujo curtimento é isento de aditivos poluentes ao meio ambiente e nocivos ao ser humano.
Por conta disso, seu custo, como é de se imaginar, é maior do que o couro tradicional e não deixa de ser anti-ético.

Sim, a indústria de polímeros também é poluente.
Couro sintético feito de polímeros não é o mocinho do ponto de vista ambiental, mas é o mocinho do ponto de vista ético.

Em relação às questões ambientais, nós não sabemos ainda a real dimensão dos estragos que cada um causa, por isso é difícil fazer uma comparação quantitativa.
De qualquer forma, quando a ética entra em conflito com questões ambientais, a ética prevalece.

Quanto ao couro de peixe, a ciência nos mostra que os peixes são tão sensíveis e inteligentes como mamíferos.
Peixes sentem dor e a pesca comercial tem ainda menos proteção do bem estar do que o abate de mamíferos.
Eles são asfixiados muito lentamente e alguns pescadores ainda podem utilizar carne de botos ou outros animais como isca.
Os peixes têm fortes conexões sociais e possuem vínculo com seus semelhantes. 
Para alguns, esse tipo de couro pode servir como uma intenção de encontrar alternativas para a indústria que é altamente prejudicial ao meio ambiente.

Penso que deveríamos tentar modificar nossas atitudes rumo à uma sociedade cujo consumo e desejos não tem prioridade sobre o bem-estar e o direito dos animais.

Dessa forma, a dica para quem deseja consumir produtos sem couro é:
Leia sempre as etiquetas que constam a composição, mande e-mails aos SACs das empresas e questione a procedência do material.
Compre em lojas que você confia, e que estão falando a verdade.
Não crucifique, se a loja tem também produtos de origem animal, afinal temos que ser democráticos e confiar na origem daquele produto e sobre tudo na palavra da loja em que confiamos.
Dificilmente teremos certeza de que um material é totalmente sintético e portanto, mais uma vez.
Comprar em loja que você confia que está passando a orientação de forma correta é a melhor pedida.

É isto, diante do exposto, concluímos que as pessoas que possuem hábitos vegano e não querem usar, comer, ou ter contato com nada que contenha material de origem animal, precisa procurar empresas que fazem questão de ser transparentes nas informações dos produtos que comercializam.

Não vamos criticar a loja que comercializa A ou B ou a pessoa que não consome o produto A ou B, vamos nos concentrar em estar próximos de produtos, lojistas e fabricantes que tenham em mente a proteção animal, o meio ambiente e a politica de reciclagem bem definida.

É isto, até o próximo its Live....

 

Bjs a todos e esperamos que tenham gostado.

Deixem seus comentários e sugestões para as próximas matérias.

 

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